sexta-feira, 30 de julho de 2010

Poema Lúgubre

Autora: Thyare Santana

A Morte, fria e companheira,
com o zelo de uma amiga
afaga minha fronte sofrida
com irreparável ardor.
Esperando o momento
em que eu não vou resistir.
E tal choro, tal tormento,
Tão forte
que me faça sucumbir.
Ah, Morte, ah paz...
Alegria que a vida não traz,
tão fria e tão azul.
Se sei quem és tu,
é porque te fazes presente,
te fazes sentida.
E por mais que eu me atormente,
Ah, Morte, és parte de minha vida.
Me abrace amanhã de manhã...
Adeus, vida vã!
Eu vou com a Morte irmã
fechar meu corpo para sorrir.
E se um dia te lembrares de mim,
ó vida amarga e ruim,
não recordes a tristeza
dos dias sem beleza
que passei por aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário